O valor da compaixão: Uma reflexão em tempos de crise


Autora: Cristina Duarte Silva 



“Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso.” – Santa Madre Teresa de Calcutá

Atualmente o mundo passa por um momento de crise, causado por uma doença nova que tem impactado de diversas formas a vida de todos.
Anteriormente a este contexto, em janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do surto do novo coronavírus (SAR-CoV-2) e alertou sobre alto risco da disseminação mundial da doença. Pouco tempo depois, em março de 2020, a COVID-19 já se caracterizava como pandemia1. Até o momento, soma-se mais de 5 milhões de casos confirmados da COVID-19 em todo mundo, sendo mais de 300 mil óbitos2.
            Os impactos desta pandemia são amplos, afetando todos os âmbitos. Fatores como a medida de distanciamento social, perda de renda, alteração da rotina, redução de estímulo social, podem acarretar em reações negativas como: medo, estresse, ansiedade, preocupação, entre diversas outras coisas, que afetam o bem-estar físico, mental e espiritual3. Por isso, esta crise causada pela pandemia, tem sido um importante estressor na população1.
            De fato, a vivência de adversidades como está é desafiador. Porém, tal momento pode oportunizar que possamos exercitar nossa bondade, através da ajuda ao outro, de forma cooperativa e altruísta. Buscando desenvolver a resiliência e a resignificação do momento presente3.
            Tais fatos demonstram o potencial que a compaixão possui no enfrentamento dos impactos da pandemia da COVID-19. Pois conforme afirma Dalai Lama: “Amor, compaixão e preocupação pelos outros são verdadeiras fontes de felicidade”, ou seja, uma estratégia de encontrar alívio para os anseios e sofrimentos que experimentamos.
            Até mesmo a OPAS, lançou recentemente uma publicação que frisa sobre a importância do apoio e compaixão neste contexto de pandemia1. Mas afinal, o que é mesmo “Compaixão”?
Segundo Goldim JR, 19994: “Ter compaixão é a virtude de compartilhar o sofrimento do outro”. A compaixão também leva a atos caridosos que buscam aliviar o sofrimento e a dor do outro5.
            Então que tal praticar a compaixão? Podendo isto ser realizado de diversas formas, até mesmo através de uma simples ligação para que alguém se sinta melhor.
Pois tal como diz a publicação da OPAS, 2020: “Ajudar o próximo em um momento de necessidade pode beneficiar a pessoa que recebe ajuda assim como quem a oferece”1. Esta atitude compassiva fortalece vínculos e nos fortalece como já dizia Madre Teresa de Calcutá: “Eu faço o que você não pode, e você faz o que eu não posso, juntos podemos fazer grandes coisas.”
Então que fiquem as dicas para que se possa aumentar o bem-estar: cultive os laços afetivos daqueles que estão perto e também virtualmente com os que estão distantes, pratique a solidariedade ajudando aqueles que estão ao seu redor, tudo isto irá fazer bem a si próprio e as demais pessoas que te cercam3.
            E antes de encerrar, vale lembrar que é essencial dedicar um tempo ao autocuidado, praticando atividades que te proporcionem relaxamento, alegria e conforto, como por exemplo, meditar, orar3. Pois afinal para que se possa ajudar aos outros, é preciso que em premissa você esteja bem.
            E lembre-se, todo pequeno gesto é valioso, bem como disse Madre Teresa de Calcutá: “Nunca se preocupe com números, ajude uma pessoa de cada vez e comece pela mais próxima de você.”

Referências:
1.  Organização Pan-Americana da Saúde. Considerações psicossociais e de saúde mental durante o surto de COVID-19, 2020.
2. Organização Pan-Americana da Saúde/ Brasil. Folha informativa- COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus), Atualizada em 25 de maior de 2020. Disponível em:< https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875>, acesso em 27 de maio de 2020.
3.  Costa FB. A saúde mental em meio à pandemia COVID-19, 2020.
4. Goldim JR. Compaixão, Simpatia e Empatia, 1999. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/bioetica/compaix.htm>, acesso em 27 de maio de 2020.
5. Wikipédia. Compaixão, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Compaix%C3%A3o>, acesso em 27 de maio de 2020.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cuidados prestados por Benzedeiras – Um olhar transcultural

Qualidade de Vida frente a Pandemia por Covid-19

Autismo: Um jeito diferente de pensar