Afasta-te dos tabus e vem ler sobre IST’s

Autora: Fabiana Marques Sousa





A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo.” – Cícero, 43 a.C

            Evitando julgamentos ou preconceitos, respeitando a singularidade de cada indivíduo e sua história de vida, falaremos hoje sobre a dificuldade dos jovens em procurar os serviços de saúde para prevenção ou tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. Vamos lá?!
            As IST’s podem ser transmitidas através do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinhas masculinas ou femininas com uma pessoa já infectada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de um milhão de pessoas são acometidas diariamente por essas infecções, gerando diversos transtornos à vida, comprometendo severamente a saúde.
            As infecções sexualmente transmissíveis podem causar infertilidade, doenças agudas, incapacidade de longa duração e morte, tanto em homens e mulheres, quanto em crianças. Essas infecções podem ser por vírus, bactérias, fungos ou outros microrganismos. O surgimento de vesículas, verrugas, fissuras, feridas, entre outras afecções, são comuns a diversas IST’s.
            Muitos jovens não sabem como proceder quando são acometidos por essas infecções. De fato, o acesso a serviços de saúde para obtenção de cuidados é cheio de percalços, o indivíduo, na maioria das vezes, encontra diversas barreiras tais como dúvida, vergonha ou negação do problema. Embora o acesso a saúde seja um dever do Estado e um direito de todos, podemos observar que muitos negligenciam a sua saúde e do(a) seu(a) parceiro(a) sexual.
            A Unidade Básica de Saúde (UBS), famoso postinho de saúde, é o local primordial para o cuidado às pessoas com IST/Aids, sendo que o enfermeiro se destaca como um dos principais atores capazes de transpor e superar as barreiras do processo de cuidado e prevenção das IST’s. A enfermagem abrange um conjunto completo de cuidados como aconselhamento, avaliação abrangente e completa, imunização, realização de testes, tratamento, busca ativa de parceiros e o apoio ao usuário para tomada de decisões informadas.
            O profissional que está cuidando do outro, independente de raça, religião, condições econômicas e estilo de vida deve respeitar a pessoa na sua integridade, com sua história. Com isso, o profissional assume uma atitude de respeito, acolhimento do outro e ética, cabendo-lhe o discernimento, a reflexão em relação as atitudes, crenças e valores fundados no agir livre, consciente e responsável. Nós estamos a serviço do individuo e comunidade.
            Portanto, não permita que a vergonha ou falta de conhecimento lhes façam colocar em risco o bem-estar de vocês. Façam exames preventivos e consultem a UBS mais próxima de suas casas. O uso da camisinha (masculina ou feminina) é crucial para a prevenção dessas infecções. Use-as!


Referência Bibliográficas

1.      Bezerra, L.L.O; Fernandes, S.M.P.S; Silva, J.R.L. Abordagem das IST por enfermeiro (as): revisão integrativa de literatura. II Congresso Brasileiro de Ciências da Saúde. Brasil, 2017. Disponível em: http://www.editorarealize.com.br/revistas/conbracis/trabalhos/TRABALHO_EV071_MD1_SA4_ID562_15052017203337.pdf
2.      Barbosa, T.L. de A. et al. Aconselhamento em doenças sexualmente transmissíveis na atenção primária: percepção e prática profissional. Acta Paul Enferm. 2015; 28(6):531-8. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ape/v28n6/1982-0194-ape-28-06-0531.pdf
3.      Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT): Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília – DF, 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_terapeutica_atencao_integral_pessoas_infeccoes_sexualmente_transmissiveis.pdf

Oliveira, L.A; Landroni, M.A.S; Silva, N.E.K. et al. Humanização e cuidado: a experiência da equipe de um serviço de DST/Aids no município de São Paulo. Ciências e Saúde Coletiva, 10(3);689698, 2005. 




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