Epilepsia

Autora: Amanda Oliveira da Silva.




O que é? 
É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, caracterizada por crises epilépticas que se repetem em intervalos variados. Durante a crise que pode durar alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada.
Causas:
A epilepsia pode ter diversas causas, muitas das vezes desconhecida. Podendo ter origem de ferimentos/traumas sofridos na cabeça ou durante o parto, abuso de drogas e bebidas alcoólicas, tumores e outras doenças neurológicas.
Fatores de Risco:
- Pessoas que tenham sofrido pancadas graves na cabeça;
- Malformações congênitas no cérebro;
- Doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial;
- O fato de pai ou mãe serem portadores de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com o distúrbio. A possibilidade é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome.
Sintomas:
Os sintomas variam de acordo com o tipo de crise epilética. As mais comuns são a tônico-clônica, geralmente chamada de crise convulsiva ou convulsão. Esse tipo de crise é facilmente reconhecível, pois o paciente apresenta abalos musculares generalizados, sialorreia (salivação excessiva) e, muitas vezes, morde a língua e perde urina e fezes. 
A crise e ausência, mais comum em crianças, sendo dificilmente reconhecida. Nesse tipo de crise a pessoa se apresenta “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. 
Diagnóstico:
Realizado por meio da avaliação do histórico do paciente, com informações sobre os tipos de crise apresentados, a idade de início dos sintomas, a história familiar, entre outras informações. Exames complementares são importantes para auxiliar no diagnóstico. 
Tratamento:
As crises epiléticas são tratadas com uso de medicamentos antiepilépticos. Importante não se automedicar, sempre seguir uma prescrição médica. Também pode haver a utilização de uma dieta rica em lipídios.

Prevenção:
- Controlar os fatores de risco para doenças cerebrovasculares, como a hipertensão arterial e o diabetes;
- Não utilizar drogas ilícitas ou bebidas alcoólicas. 
Caso presencie uma crise do tipo convulsiva:
Mantenha a calma diante de uma pessoa com crise do tipo convulsivo que geralmente dura poucos segundos ou minutos e passa sozinha. Chame um auxílio médico.  Enquanto ela está se debatendo, apoie sua cabeça para evitar um trauma e vire seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que se asfixie com o próprio vômito. É preciso ficar claro que ela jamais conseguirá engolir a língua. O máximo que pode acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas depois. Portanto, não coloque colheres, cabos de garfos ou qualquer outro objeto na boca da pessoa. Quando a pessoa recobrar a consciência ela ficara confusa e sonolenta, tente acalma-la. 
Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é uma doença contagiosa, nem é sinal de loucura.
Referências:
OTAVIO, Luis. Epilepsia. Albert Einstein, 27/02/2019. Disponível em: https://www.einstein.br/doencas-sintomas/epilepsia. Acesso em: 26/03/2020.
O que é epilepsia. Liga brasileira de epilepsia. Disponível em: http://epilepsia.org.br/o-que-e-epilepsia/. Acesso em: 26/03/2020.
HELENA, Maria. Epilepsia. Drauzio. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/epilepsia/. Acesso em: 26/03/2020.


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