04 de Abril – Dia Nacional do Portador da doença de Parkinson

Autora: Rebeca dos Santos Correia.

04 de Abril – Dia Nacional do Portador da doença de Parkinson 



A doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos provocando sintomas como tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de fatores na fala e na escrita. 


Sintomas 

A doença de Parkinson tem quatros principais sintomas:

  1.  Tremor: agitação involuntária e rítmica de um membro, cabeça ou corpo inteiro. Este é o sintoma mais conhecido, começando muitas vezes com um tremor ocasional em um dedo e eventualmente espalhando para o braço todo. É importante destacar que nem todos que tem a doença de Parkinson apresentam tremor. 
  2. Rigidez: muitas vezes iniciada nas pernas e pescoço, a maioria das pessoas com Parkinson. Os músculos se tornam tensos e contraídos, e algumas pessoas podem sentir dor ou rigidez.
  3. Bradicinesia ou acinesia: lentidão de movimentos ou ausência de movimento – bradicinesia é um dos sintomas clássicos da doença de Parkinson. Ao longo do tempo, uma pessoa com Parkinson pode desenvolver uma postura inclinada e uma caminhada lenta, arrastada. Eventualmente eles também podem perder sua capacidade de iniciar e se manter em movimento. Depois de vários anos, podem experimentar a acinesia, ou "congelamento" e perder totalmente os movimentos do corpo.
  4. Instabilidade postural:  uma pessoa com instabilidade postural pode ter uma posição inclinada, com a cabeça inclinada e ombros caídos. Eles podem desenvolver um encurvamento para a frente ou para trás e podem ter quedas que causam ferimentos. Pessoas com um encurvamento para trás têm uma tendência a "retropulsão", ou andar para trás.

Diagnóstico  

O diagnóstico da doença é feito com base na história clínica do paciente e no exame neurológico. Não há testes específicos, o que leva a um atraso no diagnóstico do paciente. Também não há formas de prevenção da doença.

Tratamento 
A doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença.
Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência ao enfermo. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da doença de Parkinson, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas.
A preservação de uma vida profissional e social ativas ajuda no sucesso do tratamento. Considerando estes aspectos, a Terapia Ocupacional possui inúmeros recursos para melhorar a rotina e a capacidade funcional dos pacientes, seja nas atividades devida diária e prática, de trabalho e de lazer, promovendo independência, estimulando a cognição e consequentemente melhorando a qualidade de vida.


Referências
SOBRE A DOENÇA DE PARKINSON. Disponível em: <https://www.medtronic.com/br-pt/your-health/conditions/parkinsons-disease.html>. Acesso em: 31 março.2020

DOENÇA DE PARKINSON. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2059-doenca-de-parkinson>. Acesso em: 31 março.2020

PARKINSON. Disponível em: <https://www.einstein.br/doencas-sintomas/parkinson>. Acesso em: 31 março.2020

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