Transtorno afetivo bipolar: variação de humor

Transtorno afetivo bipolar: variação de humor
Autora: Stephany Nestor da Silva
Definição
O transtorno de bipolaridade (TB) consiste na alteração drástica de humor, dada por
episódios ou sintomas maníacos que são seguidos, geralmente, por sintomas
depressivos exacerbados. Tal perturbação não têm uma causa exata, entretanto,
alguns estudos apontam que ocorre por uma síndrome metabólica, devido o
aumento da dopamina (neurotransmissor) na fenda sináptica, que pode induzir os
sintomas de mania, ademais, os níveis elevados de glutamato mais glutamina
(aminoácidos) presentes no córtex pré-frontal, podem estar associados ao mau
funcionamento mitocondrial (onde há produção, principalmente, de energia). Dessa
forma, podendo elevar ou diminuir a energia vital do indivíduo portador do
transtorno, indicando a variação entre dois polos de humor, deprimido e
exacerbado.
Sinais e sintomas
A perturbação de humor descrita anteriormente é dada pelos sintomas maníacos e
depressivos. As principais características dos episódios de mania são: “humor
anormal e persistentemente elevado; humor que se transforma em irritabilidade quando os
desejos da pessoa são frustrados; instabilidade de humor; autoestima inflada e
grandiosidade; necessidade de sono diminuída; aumento de energia; loquacidade; fala
pressionada, alta, rápida,difícil de interromper; trocadilhos, piadas, bobagens divertidas;
postura teatral, maneirismo; fuga de ideias que pode levar a um discurso desorganizado e
incoerente; distrabilidade; aumento da atividade dirigida a objetos sexuais, profissionais e
sociais; agitação psicomotora.”
As principais características dos episódios depressivos são: “humor deprimido ou
irritado na maior parte do dia, no mínimo por duas semanas; interesse e prazer
acentuadamente diminuídos; alterações no apetite, peso ou sono; agitação ou retardo
psicomotor; baixa de energia; sentimentos de culpa e desvalia; dificuldade de pensar,
concentrar-se ou decidir; ideação suicida.”
Esses sintomas não ocorrem simultaneamente, depende das características
psicológicas e genéticas de cada indivíduo. Ainda, um único episódios pode durar
semanas ou meses; em casos mais leves as alterações de humor oscilam até no
mesmo dia.
Fatores de risco
A história familiar é um fator de risco extremo, principalmente quando associada ao
primeiro grau de parentesco; há também os padrões genéticos que influenciam na
predisposição do transtorno de bipolaridade. Indivíduos com maior escolaridade,
solteiros ou divorciados tendem a desenvolver esse transtorno, ademais, pode-se
desenvolver TB após um quadro depressivo.
Importância de procurar ajuda
O indivíduo com TB está constantemente sendo prejudicado psicologicamente,
fisicamente e em seu convívio social e profissional, com isso, é de extrema
importância o auxílio e acompanhamento de um profissional psiquiatra e psicólogo,
para uma melhor compreensão das suas individualidades e das particularidades.
Ademais, é de extrema importância o uso correto de medicamentos e a assistência
de familiares ou pessoas próximas no tratamentos a fim do convívio e do
entendimento dessa doença mental melhora. Desta forma, as variações inconstantes
de humor serão controlados e o tormento causado pela doença cessará.

Referências
1. Alvim, Mônica Botelho. Transtorno bipolar, temporalidade e conexão com o outro:
reflexões preliminares. Frazão, Lilian Meyer. Quadros clínicos disfuncionais e
Gestalt-terapia. Summus editorial.
2. I, Lee Fu; Curatolo, Eliana; Friedrich, Sonia. Transtornos afetivos. 2000.
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000600007&script=sci_arttext&t
lng=pt
Acesso em: 4 set de 2019.
3. Novo, Ingrid Parra; Mari, Jair de Jesus; Tassi, Juliana; Lima, Maurício Silva de.
Epidemiologia do transtorno bipolar. 2005. 6 folhas.
4. Kapozimski, Flávio; Quevedo, João. Transtorno Bipolar. 2 ed. Artmed, 2015.

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